El Niño e La Niña – ENSO – O que é?

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ENSO – El Niño Southern Oscillation é um fenómeno climático que designa um processo cíclico de aquecimento – ou arrefecimento – da água do mar no Pacífico Equatorial. Apesar de cíclico este processo não é, de todo, regular, havendo enorme variabilidade

Quando a água no Pacífico Equatorial se encontra mais fria que o normal, resultante de fortes ventos alísios, designa-se o fenómeno por “La Niña”

Pelo contrário, quando está mais quente, resultante do enfraquecimento desses mesmos ventos designamos o fenómeno por “El Niño”

Em anos recentes tem-se observado uma recorrente tendência para haver mais eventos “La Niña” que “El Niño” e, segundo alguns estudos, isso pode estar relacionado com o aquecimento global e mudanças climáticas

No entanto com as mudanças climáticas é provável que haja alternância entre períodos de La Niña e períodos de El Niño mais intensos que no século XX. Isto pode significar que teremos períodos de seca em alguns locais cada vez mais extrema, seguidos por períodos extraordinariamente chuvosos – e isso já se começa a observar de forma cada vez mais recorrente

Apesar de haver algumas características que são mais frequentes com El Niño ou La Niña no clima a nível global ambos tendem a provocar mais extremos – sendo esses extremos algo imprevisíveis… La Niña, por exemplo, tem tendência a provocar mais ciclones no Atlântico, mais seca no Sudoeste dos Estados Unidos e mais chuva e frio na Ásia – El Niño tem, por exemplo, tendência a propiciar Verões mais quentes na Europa

Desde 2015 o fenómeno La Niña foi predominante tendo ocorrido em

  • 2016\2017
  • 2017\2018
  • 2020\2021
  • 2021\2022

El Niño ocorreu em 2018\2019, embora tenha sido um El Niño bastante fraco (isto é em que as temperaturas estiveram apenas cerca de 0,5º acima do normal na água do Pacífico Equatorial)

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O que causa El Niño\La Niña?

Conforme anteriormente mencionado a formação deste fenómeno está relacionada diretamente com a força dos ventos alísios – que podem estar mais ou menos fortes, dependendo muito das condições de circulação atmosférica nos trópicos

Nos trópicos tende a haver menor pressão atmosférica devido a maior intensidade da radiação solar, e, os ventos alísios convergem nessas áreas de menor pressão, originando-se em áreas de maior pressão – de uma certa forma podemos dizer que são ventos “anticiclónicos”

Quando estes ventos são mais intensos tende a haver uma diminuição da temperatura do oceano, que depois se propaga para Oeste através de vários mecanismos, como o efeito Coriolis e as ondas de Rossby… forma-se então “La Niña”

Quando, por outro lado, estes ventos são menos intensos, o calor começa a acumular-se no Pacífico, propagando-se através dos mecanismos acima referidos – forma-se então “El Niño”

A tabela abaixo indica-nos a classificação de El Niño\La Niña (intensidade) consoante a anomalia de temperatura

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São fenómenos provocados por alterações climáticas?

NÃO

É necessário deixar bem claro que nenhum destes fenómenos é causado por alterações climáticas

O que acontece é que a frequência dos mesmos – e intensidade – podem ser amplificados por alterações climáticas

Além disso os efeitos que produzem, também

Podemos esperar no futuro eventos La Niña e El Niño mais intensos, com consequências mais extremas caso o aquecimento global continue no atual trajeto


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